Dando uma olhada panorâmica na história da humanidade é possível ver o quanto de cada símbolo de poder, de cada momento, foi sendo absorvido por cada vencedor respectivamente. Os gregos, os judeus, os mulçumanos, os caldeus, os hindus, e muitas outras civilizações, culturas, sociedades, todas elas se relacionaram, e se em alguma medida houve conflito, tendo como resultado a exaltação do vitorioso e a absorção do vencido, que dentro da cultura dominante cotidianamente introduziu seus modos mais particulares e aceitáveis como parte da cultura dominante.
Essa relação pode não ser tão direta de uma coletividade toda contra outra. Pode ser de um único individuo numa coletividade também. De um árabe que luta ao lado de germânicos para aumentar suas relações diplomáticas. Pode ser de um poder religioso que, clandestinamente aumenta suas relações e reconhecimento de ajuda e luta compra o império e de modo tal que este império vê-se obrigado a tornar-se um império religioso. E foi assim com a Igreja Católica Apostólica ROMANA.
O ditado “se não pode vencê-los, junte-se a eles” é pouco científico, mas serve pra ilustrar essas situações. E quando a Igreja de Roma tava perdendo poder começou a tomar uma série de medidas para permanecer no poder. Uma delas foi a da linguagem científica que obriga todo termo científico relativo a biologia ser escrito em latim assim como a tabela periódica ser em latim ou latinizada! Grego também faz parte desse léxico assim como sua cultura em seus textos. Ainda hoje esses idiomas ancestrais são recorrentes em nossas falas.
Parece que desafios políticos impulsionaram o homem na busca pelo poder a desenvolver novas tecnologias. A guerra cumpre muito bem esse papel. Muitos dos maiores avanços técnicos, científicos e de conhecimento em geral, se não todos, estão ligados direta ou indiretamente com a guerra, com a luta pelo poder. Isso é evidente no estudo dos povos circundantes do Mediterrâneo. Todos eles alcançaram avanços técnicos para avançar também sobre seus vizinhos. Parece que todos ali se conheciam e se odiavam. Mas também se respeitavam em certa medida. Existe uma confusão cultural compartilhada pelas vivencias de catástrofes naturais que assolavam a todos os povos. Nisso eram igualados.
Da pra ver essas formas de relação hoje com os terremotos e maremotos que assolam nações inteiras e matam milhares. Todo mundo compartilha uma única dor. Essas grandes catástrofes devem alertar aos seres humanos que a terra já esta pequena. Deve alertar que produzir conhecimento é sobretudo uma troca e que essa troca acontece tanto ordenadamente como aleatoriamente. Esse conhecimento que nos dá poder de melhorar nossas relações uns com os outros e com o mundo a nossa volta. É preciso entender que essas novas relações modificam o mundo o tempo todo. É uma adaptação. Poder e conhecimento são a mesma coisa. Podemos porque sabemos que podemos. A vontade de saber é a própria vontade da vida!
Em tudo o que denominamos, hoje, como conhecimento existe vestígios de poder. Poder de quem teve e ainda tem algum, Igreja, Roma, Gregos, mulçumanos, judeus, egípcios, hindus, etc. ainda estão presentes nas coisas que fazemos mesmo sem sabermos. O conhecimento é assim, adaptável, mutável. O poder é fruto de nós em nossas relações com os outros, e com o mundo a nossa volta. Portanto mutável por natureza.
Saturday, April 09, 2005
Wednesday, March 30, 2005
A força que soma
Nessas minhas viagens tentando responder os porquês e os comos da vida e tentando achar a verdade e diminuindo meus medos alcancei colocações parciais para um sentido de vida que me são particulares. Mas tentando encontrar indícios de universalidade do que penso, não por um caminho de transmissão do que penso como verdade, ao contrario, tentando encontrar a verdade de cada forma particular de ver o mundo e tentando alcançar um denominador comum, alguma coisa que nos una em algo que nos faz particular, mas também nos faz iguais.
Essa coisa a que me refiro é a matéria. Todas as coisas são tão iguais e particulares justamente por ela. O que nos faz igual é o fato de tudo existir basicamente dela e o que nos diferencia é a capacidade da matéria de se aglutinar e formar novas estruturas. A conclusão parcial que tenho por agora é particular os fenômenos inerentes a própria matéria. Essa diferenciação é fruto de quatro forças básicas: gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca. Todas elas fazendo uma única coisa, unindo matéria. Mas esse meu pensamente é parcial justamente por uma questão temporal ou de tempo.
O tempo é uma força, ou melhor, é a medida de duração dos arranjos da matéria. Força porque quanto mais tempo, mais possível de rearranjos a matéria se torna. Portanto a própria matéria exercendo força sobre si, particularmente em cada estrutura ou arranjo da matéria, tem seu tempo. Todas as coisas têm imaginação e todas as coisas se relacionam umas com as outras, cada uma delas com seu tempo, ou seja, sua capacidade imaginativa de agregar, agrupar, somar conhecimento, e, portanto matéria, capaz de formar novos arranjos e capaz ainda de agregar mais matéria e assim sucessivamente. Mas não se trata de agrupar por agrupar. É um arranjo estruturado e com mecanismos de cópia ou reprodução. Aqui surge o poder. Aqui surge a verdade.
Todo agrupamento complexo tende a se reproduzir, tende a arranjar a matéria a sua volta de modo mais harmonioso. Harmonia pertinente primeiramente às forças da quantidade de matéria em cada espaço de influencia dessas mesmas forças. Se em algum momento houver algum desequilíbrio dessa quantidade de matéria haverá também novas condições ocasionando novos arranjos. Como nosso Universo é extremamente vasto e dinâmico, essas situações acontecem sempre. A quantidade de matéria para se evitar tais modificações em nossa vizinhança espacial é tão grade que é improvável que em alguns milhares de anos consigamos escapar da catástrofe do rearranjo da matéria ocasionado pelo desequilíbrio das forças desta mesma vizinhança.
O que me deixa menos frustrado com tudo isso é o fato de que há 3 mil anos a humanidade evolui aceleradamente, ou melhor dizendo, produz conhecimento capaz de acelerar o processo de rearranjo das estruturas. Fizemos isso tão bem que hoje já sabemos controlar em pequena escala as relações de produção, consumo e reutilização dos materiais envolvidos com nossas estruturas produtivas. Consiste num desafio futuro estender ao planeta toda essa capacidade. Tapar o buraco na cama de ozônio, controlar o efeito estufa, reutilizar todo o lixo produzido, eliminar e controlar toda a poluição, etc. consiste os maiores desafios. Se não formos capazes de fazer isso, de nos mobilizar planejadamente para isso, com toda certeza o universo e seu tempo serão implacáveis conosco.
Apesar da tendência da complexificação e dos agrupamentos, as estruturas complexas são sempre mais factíveis às falhas do que as estruturas simples. Os complexos somente continuam existindo quando ele encontra ambiente propicio. Isso quer dizer que é preciso uma quantidade básica de estruturas complexas o suficientes para que haja vida tais como, a água, carbono, proteínas, enzimas, e outras moléculas. Devemos continuar buscando relações entre nossas imaginações e as possibilidades matérias de existência. Somente assim conseguiremos vislumbrar alguma saída para a vida porque a existência já esta garantida!
Essa coisa a que me refiro é a matéria. Todas as coisas são tão iguais e particulares justamente por ela. O que nos faz igual é o fato de tudo existir basicamente dela e o que nos diferencia é a capacidade da matéria de se aglutinar e formar novas estruturas. A conclusão parcial que tenho por agora é particular os fenômenos inerentes a própria matéria. Essa diferenciação é fruto de quatro forças básicas: gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca. Todas elas fazendo uma única coisa, unindo matéria. Mas esse meu pensamente é parcial justamente por uma questão temporal ou de tempo.
O tempo é uma força, ou melhor, é a medida de duração dos arranjos da matéria. Força porque quanto mais tempo, mais possível de rearranjos a matéria se torna. Portanto a própria matéria exercendo força sobre si, particularmente em cada estrutura ou arranjo da matéria, tem seu tempo. Todas as coisas têm imaginação e todas as coisas se relacionam umas com as outras, cada uma delas com seu tempo, ou seja, sua capacidade imaginativa de agregar, agrupar, somar conhecimento, e, portanto matéria, capaz de formar novos arranjos e capaz ainda de agregar mais matéria e assim sucessivamente. Mas não se trata de agrupar por agrupar. É um arranjo estruturado e com mecanismos de cópia ou reprodução. Aqui surge o poder. Aqui surge a verdade.
Todo agrupamento complexo tende a se reproduzir, tende a arranjar a matéria a sua volta de modo mais harmonioso. Harmonia pertinente primeiramente às forças da quantidade de matéria em cada espaço de influencia dessas mesmas forças. Se em algum momento houver algum desequilíbrio dessa quantidade de matéria haverá também novas condições ocasionando novos arranjos. Como nosso Universo é extremamente vasto e dinâmico, essas situações acontecem sempre. A quantidade de matéria para se evitar tais modificações em nossa vizinhança espacial é tão grade que é improvável que em alguns milhares de anos consigamos escapar da catástrofe do rearranjo da matéria ocasionado pelo desequilíbrio das forças desta mesma vizinhança.
O que me deixa menos frustrado com tudo isso é o fato de que há 3 mil anos a humanidade evolui aceleradamente, ou melhor dizendo, produz conhecimento capaz de acelerar o processo de rearranjo das estruturas. Fizemos isso tão bem que hoje já sabemos controlar em pequena escala as relações de produção, consumo e reutilização dos materiais envolvidos com nossas estruturas produtivas. Consiste num desafio futuro estender ao planeta toda essa capacidade. Tapar o buraco na cama de ozônio, controlar o efeito estufa, reutilizar todo o lixo produzido, eliminar e controlar toda a poluição, etc. consiste os maiores desafios. Se não formos capazes de fazer isso, de nos mobilizar planejadamente para isso, com toda certeza o universo e seu tempo serão implacáveis conosco.
Apesar da tendência da complexificação e dos agrupamentos, as estruturas complexas são sempre mais factíveis às falhas do que as estruturas simples. Os complexos somente continuam existindo quando ele encontra ambiente propicio. Isso quer dizer que é preciso uma quantidade básica de estruturas complexas o suficientes para que haja vida tais como, a água, carbono, proteínas, enzimas, e outras moléculas. Devemos continuar buscando relações entre nossas imaginações e as possibilidades matérias de existência. Somente assim conseguiremos vislumbrar alguma saída para a vida porque a existência já esta garantida!
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