Wednesday, April 18, 2007

Produtividade: dilema existencial entre o Urbano e o Rural

Neste último ano continuei angustiano pelos meus dilemas existenciais na busca da verdade, no desenvolvimento de um conhecimento descomprometido com ideologias e em defesa da humanidade, mas não só dela como também do plane. Acho que minha angustia maior é a falta de conformação com o entendimento de que apenas existimos e o nihilismo de que viver é o que nos leva a dar valor as coisas, de que nada tem valor intrinseco é algo muito frustrante. Me pergunto se teria sido isso que levou Marx a se retrair em seu envelhecimento no ativismo socialista.

Viver em uma cidade e pensar nas relações produtivas. Trabalhando 9 meses no IBGE como temporário me fez pensar na precariedade das relações de produção, mas me fez entender muitas outras coisas. Trabalhei no setor de pesquisas industriais e busquei entender as categorias e conceitos aplicados na pesquisa. Entender porque que o nome de uma empresa é Razão Social, que cada uma tem uma Classificação Nacional de Atividade Econômica e sua organização tem uma Natureza Jurídica. Fortaleza tem mais da metade das indústrias do Ceará. Uma única unidade territorial administrativa considerada 100% urbana.

Na minha angústia pensei como seria se me retraisse da sociedade como fez Weber, mas pensei em faze-lo mais como uma experiência produtiva doque de desconforto psicológico. Pensei em morar em uma propriedade rural e me sustentar pelo cultivo da terra. Mas é como se a cidade tivesse uma força gravitacional enorme que puxa a mim e me seduz. São lugares (bibliotecas, museus, bares, restaurantes, teatros, estádios, shopings, etc.) , eventos, "confortos", TV, Internet, etc. Parece que tudo isso envolve o indivíduo numa condição imaginada de que sua vida tem sentido dentro desta estrutura e que por alcançamos os meios pelos quais nos reconhecemos como valorosos para com os outros que compartinham conosco a razão de existir.

Os meios de comunicação fazem do mercado algo fundamental para tornar cada um, cada ser humano uma Pessoa Física produtiva, capacitada para as oportunidades do mercado. Quanto mais exigimos das pessoas, fazemos com que as condições de reconhecimento social sejam alcançadas por meio de institucionalidades e burocraciais. Perdemos a propria dimensão da condição humana que é o talento ou o dom. Raramente temos condições de entender nosso lugar na natureza. Na história da ciência o homem dominou várias condições técnicas aprimorando nosso conforto para espectativas futuras. Foi na agricultura no final da idade média, indústria durante a idade moderna, com os meios de transporte durante a idade contemporânea, e ultimamente com a internet.

A espécia humana não é como um ser unicelular ou artrópode que se multiplica aos montes e podem agir em colônias por meio de códigos simples para garantir suas sobrevivência. Nossas capacidade de mediar conflitos é muito restrita, e as possíveis convicções que temos sobre nossa condição estão hoje todas fragilisadas por questões de sexualidade, genética, ambiental, econômica e cultural. O homosexualismo, a clonagem, as multinacionais, o aquecimento global, são problemas estampados todos os dias nos jornais. O conflito entre as religiões não se resolve em tribunal ou corte.

Afinal o homem saiu do campo, do rural, construiu cidades, distanciou-se cada vez mais do entendimento simbiótico de como ele sobrevivia e começou a disciplinar o espaço em que elabora sua existência quase que em sua totalidade. Nós estamos seduzidos por nossa capacidade incrivel de dar significado às coisas e de construir ferramentas. Tive o primeiro momento de angústia ao perceber que o homem não se conforma em morrer. O ser humano que que o valor que ele atribuiu a tudo o que viu seja eterno. Talvez essa seja a única lição que podemos tirar do mercado capitalista, que nada tem valor absoluto. É como se a única coisa que nos faz únicos na individualidade de cada um fosse usurpada pelo capital a cada segundo que passa.

1 comment:

Anonymous said...

rpz, vc tem o espirito empreendedor! vê se não perca isso! ponha suas idéias em prática, seu carai d asa (:-P)!! nem q seja só no papel.. pra não deixar a idéia morrer na memória
OU
passe essas idéias para seu(s) discipulo(s) - crie uns / eduque-os - para q ele(s) coloque(m) em prática!

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isso nao tem nada a ver com esse texto q, por sinal, eu nem li ainda ;-P
mas tipo assim... (...)
entendeu tudo oq foi dito anteriormente né?!

Guga