Nessas minhas viagens tentando responder os porquês e os comos da vida e tentando achar a verdade e diminuindo meus medos alcancei colocações parciais para um sentido de vida que me são particulares, mas que tento encontrar indícios de universalidade do que penso, mas não por um caminho de transmissão do que penso como verdade, ao contrario, tentando encontrar a verdade de cada forma particular de ver o mundo e tentando alcançar um denominador comum, alguma coisa que nos una em algo que nos faz particular, mas também nos faz iguais.
Essa coisa a que me refiro é a matéria. Todas as coisas são tão iguais e particulares justamente por ela. O que nos faz igual é o fato de tudo existir basicamente dela e o que nos diferencia é a capacidade da matéria de se aglutinar e formar novas estruturas. A conclusão parcial que tenho por agora é particular os fenômenos inerentes a própria matéria. Essa diferenciação é fruto de quatro forças básicas: gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca. Todas elas fazendo uma única coisa, unindo matéria. Mas esse meu pensamente é parcial justamente por uma questão temporal ou de tempo.
O tempo é uma força, ou melhor, é a medida de duração dos arranjos da matéria. Força porque quanto mais tempo, mais possível de rearranjos a matéria se torna. Portanto a própria matéria exercendo força sobre sim, particularmente em cada estrutura ou arranjo da matéria, tem seu tempo. Todas as coisas têm imaginação e todas as coisas se relacionam umas com as outras, cada uma delas com seu tempo, ou seja, sua capacidade imaginativa de agregar, agrupar, somar conhecimento, e, portanto matéria, capaz de formar novos arranjos e capaz ainda de agregar mais matéria e assim sucessivamente. Mas não se trata de agrupar por agrupar. É um arranjo estruturado e com mecanismos de cópia ou reprodução. Aqui surge o poder. Aqui surge a verdade.
Todo agrupamento complexo tende a se reproduzir, tende a arranjar a matéria a sua volta de modo mais harmonioso. Harmonia pertinente primeiramente às forças da quantidade de matéria em cada espaço de influencia dessas mesmas forças. Se em algum momento houver algum desequilíbrio dessa quantidade de matéria haverá também novas condições ocasionando novos arranjos. Como nosso Universo é extremamente vasto e dinâmico, essas situações acontecem sempre. A quantidade de matéria para se evitar tais modificações em nossa vizinhança espacial é tão grade que é improvável que em alguns milhares de anos consigamos escapar da catástrofe do rearranjo da matéria ocasionado pelo desequilíbrio das forças desta mesma vizinhança.
O que me deixa menos frustrado com tudo isso é o fato de que há 3 mil anos eu vejo a humanidade evoluir aceleradamente, ou melhor dizendo produzindo, produzindo conhecimento capaz de acelerar o processo de rearranjo das estruturas. Fizemos isso tão bem que hoje já sabemos controlar em pequena escala as relações de produção, consumo e reutilização dos materiais envolvidos com nossas estruturas produtivas. Consiste num desafio futuro estender ao planeta toda essa capacidade. Tapar o buraco na cama de ozônio, controlar o efeito estufa, reutilizar todo o lixo produzido, eliminar e controlar toda a poluição, etc. consiste os maiores desafios. Se não formos capazes de fazer isso, de nos mobilizar planejadamente para isso, com toda certeza o universo e seu tempo serão implacáveis conosco.
Apesar da tendência da complexificação e dos agrupamentos, as estruturas complexas são sempre mais factíveis às falhas do que as estruturas simples. Os complexos somente continuam existindo quando ele encontra ambiente propicio. Isso quer dizer que é preciso uma quantidade básica de estruturas complexas o suficientes para que haja vida tais como, a água, carbono, proteínas, enzimas, e outras moléculas. Devemos continuar buscando relações entre nossas imaginações e as possibilidades matérias de existência. Somente assim conseguiremos vislumbrar alguma saída para a vida porque a existência já esta garantida!
Comentários:
=)
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marina - enviado em 2/5/2005 00:46:00
ai q menino complexo!!!!
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marina - enviado em 2/5/2005 00:46:00
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